De acordo com o artigo 19 da Lei de Registros Públicos nº 6.015, de 31/12/1973, as certidões podem ser: 1. inteiro teor; 2. em resumo e 3. em relatório conforme quesitos. Independentemente do tipo de certidão, ela deve conter as principais informações sobre o imóvel, como localização, proprietário e existência ou não de algum ônus.

Inteiro teor
- Esta certidão é feita com a cópia reprográfica da matrícula do imóvel, quando matriculado no Livro 2 de Registro Geral do Cartório (posterior à vigência da Lei 6.015/73) e reprográfica ou datilográfica, quando o registro do imóvel encontra-se no Livro 3 de Transcrição das Transmissões (anterior à vigência da Lei 6.015/1973).
- Quando se tratar de registro no Livro 3, qualquer alteração posterior deve ser mencionada. Se já foi aberta matrícula, na certidão também deve constar esta informação.
- Contém todos os dados relativos ao imóvel.
- Se o imóvel já for registrado no Livro 2, a certidão no 4º Ofício fica pronta na hora.

Em resumo
- A certidão contém parte de um ato, mas não pode omitir dados essenciais do imóvel, nem a existência de ônus.

 

Em relatório conforme quesitos
A certidão é formulada conforme quesito apresentado pela parte solicitante.
- Exemplo deste tipo de certidão: certidão de ônus reais do imóvel.
- A Lei 7.433, de 18/12/1985, dispõe como requisito essencial para a lavratura de escrituras públicas a apresentação da certidão de ônus reais e pessoais reipersecutórios.
- Esta certidão deve mencionar qualquer gravame que limite de alguma maneira o domínio do proprietário do imóvel, independentemente se o ato limitador for realizado por averbação ou registro.
- Exemplos de direitos reais que oneram o imóvel são elencados no artigo 1.225 do Código Civil de 2002.
- Ações pessoais reipersecutórias são aquelas derivadas de relação obrigacional, mas que se referem ao imóvel.
- Ações reais são as referidas na demanda principal ao domínio do bem imóvel.